
Penha de França, Lisboa, 8h05.

Outro aspecto interessante, presente no filme, é o da natureza humana. Em situações de crise e de sobrevivência somos capazes do melhor e do pior. Ray acaba por descobrir os seus filhos. Aquilo que eles fazem, do que gostam e que problemas têm. Os filhos começam a admirar o pai, deixando de ser alguém com quem passavam uns dias de tempos a tempos, para sentirmos que a partir desta provação, passa a ser uma referência. O pior, revela-se quando menos esperamos, numa situação de crise todos somos potenciais assassinos. Para proteger a nossa vida e dos outros de quem gostamos, também somos capazes de acções moralmente reprováveis. Em desespero de causa, quando, por exemplo, no filme, a multidão luta e mata pela posse do único carro em funcionamento. Ou em situações racionalizadas até ao limite, onde matar o outro é o "único" caminho possível para assegurar a sobrevivência, neste caso de Ray e da filha.
Segundo Nuno Galopim, "Dias Exemplares" é uma obra com três histórias sobre Nova Iorque: Nova Iorque da Revolução Industrial (Dentro da Máquina), Nova Iorque na actualidade, obsecada com o terrorismo (A Cruzada das Crianças) e Nova Iorque no futuro (Uma Espécie de Beleza).






The Frozen World
5.01 AM (The Pros and Cons of Hitchhiking)
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