
A Guerra dos Mundos é um filme de Steven Spielberg, baseado na obra de H.G. Wells, com o mesmo nome, de 1898. War of the Worlds possui uma outra versão cinematográfica, realizada em 1953, por Byron Haskin.
A par de uma ameaça extraterrestre, que pretende destruir a espécie humana e o planeta tal qual o conhecemos, desenrola-se a história de uma família. Ray Ferrier (Tom Cruise), divorciado e pai de dois filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning). As relações entre eles não são as melhores. Ray é nitidamente um pai ausente, que sabe muito pouco dos seus filhos.
A acção começa quando a mãe, Mary Ann (Miranda Otto) e o seu actual marido, deixam os filhos com Ray e dirigem-se para Boston, onde vão passar o fim-de-semana. Entretanto, a cidade é abalada por sinais de uma forte tempestade e começa uma sucessão de assustadores relâmpagos. A calma aparente da cidade é interrompida por máquinas, que irropem do solo, e que começam a matar os humanos e restantes seres vivos, ou a reduzi-los a pó com um raio fulminante (deixando as roupas intactas) ou num processo mais elaborado, capturando-os e tirando-lhes o sangue.
A principal questão do filme centra-se no sentimento de impotência por parte dos humanos em alterar o rumo das coisas, nomeadamente face a uma ameaça externa. O comportamento dos extraterrestre é análogo ao comportamento dos humanos para com as outras espécies e muitas vezes com a sua própria espécie. Muitos são os livros e filmes que nos colocam perante a possibilidade de uma ameaça extraterrestre. Enquanto espécie não nos imaginamos submissos a outra espécie. Parece que temos receio que nos façam aquilo que fazemos aos "outros"!?
Outro aspecto interessante, presente no filme, é o da natureza humana. Em situações de crise e de sobrevivência somos capazes do melhor e do pior. Ray acaba por descobrir os seus filhos. Aquilo que eles fazem, do que gostam e que problemas têm. Os filhos começam a admirar o pai, deixando de ser alguém com quem passavam uns dias de tempos a tempos, para sentirmos que a partir desta provação, passa a ser uma referência. O pior, revela-se quando menos esperamos, numa situação de crise todos somos potenciais assassinos. Para proteger a nossa vida e dos outros de quem gostamos, também somos capazes de acções moralmente reprováveis. Em desespero de causa, quando, por exemplo, no filme, a multidão luta e mata pela posse do único carro em funcionamento. Ou em situações racionalizadas até ao limite, onde matar o outro é o "único" caminho possível para assegurar a sobrevivência, neste caso de Ray e da filha.
O filme chama ainda a nossa atenção para a dependência que a espécie humana tem em relação à tecnologia: energia eléctrica, telemóveis, carros, etc. ... Estamos tão dependentes de determinados objectos que já é difícil pensar a nossa vida sem eles. Já pensaram o que seria se, por exemplo, durante um mês seguido não houvesse telemóveis (e acesso à Internet ;) )!?
A par de uma ameaça extraterrestre, que pretende destruir a espécie humana e o planeta tal qual o conhecemos, desenrola-se a história de uma família. Ray Ferrier (Tom Cruise), divorciado e pai de dois filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning). As relações entre eles não são as melhores. Ray é nitidamente um pai ausente, que sabe muito pouco dos seus filhos.
A acção começa quando a mãe, Mary Ann (Miranda Otto) e o seu actual marido, deixam os filhos com Ray e dirigem-se para Boston, onde vão passar o fim-de-semana. Entretanto, a cidade é abalada por sinais de uma forte tempestade e começa uma sucessão de assustadores relâmpagos. A calma aparente da cidade é interrompida por máquinas, que irropem do solo, e que começam a matar os humanos e restantes seres vivos, ou a reduzi-los a pó com um raio fulminante (deixando as roupas intactas) ou num processo mais elaborado, capturando-os e tirando-lhes o sangue.
A principal questão do filme centra-se no sentimento de impotência por parte dos humanos em alterar o rumo das coisas, nomeadamente face a uma ameaça externa. O comportamento dos extraterrestre é análogo ao comportamento dos humanos para com as outras espécies e muitas vezes com a sua própria espécie. Muitos são os livros e filmes que nos colocam perante a possibilidade de uma ameaça extraterrestre. Enquanto espécie não nos imaginamos submissos a outra espécie. Parece que temos receio que nos façam aquilo que fazemos aos "outros"!?

O filme chama ainda a nossa atenção para a dependência que a espécie humana tem em relação à tecnologia: energia eléctrica, telemóveis, carros, etc. ... Estamos tão dependentes de determinados objectos que já é difícil pensar a nossa vida sem eles. Já pensaram o que seria se, por exemplo, durante um mês seguido não houvesse telemóveis (e acesso à Internet ;) )!?
5 comentários:
Viva,
Gostei da primeira metade do filme mas, a partir de certa altura, acho que o filme perdeu as qualidades que tinha apresentado até essa altura. Do "homem comum" a personagem de Cruise passou a "herói" e a gestão do medo (paralelismo com o 11 de Setembro) deu lugar a um confuso cenário de cultivo extraterrestre. Mesmo assim é um filme agradável.
http://filhodo25deabril.blogspot.com/2005/08/540-sala-de-cinema-war-of-worlds.html
Abraço,
Ricardo,
agradeço o seu comentário. No entanto não me revejo nele nem no post do seu blogue quando relaciona a temática do terrorismo e/ou do 11 de Setembro com o filme.
A meu ver, este filme pode ser interpretado como uma história dentro de outra história. Isto é, a evolução (neste caso, para melhor, no sentido de amadurecimento como pessoa) da personagem principal - Ray - passa-se tendo como pano de fundo a invasão extraterrestre com todas as suas consequências negativas para a Humanidade em geral. Como que anunciar que a natureza humana é capaz do melhor, mesmo debaixo das mais difíceis provações. As referências às consequências do terrorismo (Ray coberto de cinza, listas de possíveis vítimas, multidões em fuga, ...) são meramente acessórias e servem para melhorar(?) o efeito comunicacional. Já agora, as imagens das multidões em fuga, fazem-nos lembrar mais um cenário (clássico) de guerra (tipo ex-Jugoslávia) ou o 11 Setembro?
Concordo consigo quando refere que falta um certo equilíbrio na ligação entre estas duas histórias (no mecanismo "zoom in" / "zoom out"). Tem razão, falta ali qualquer coisa.
Embora os efeitos especias sejam do melhor que tenho visto... penso que desta vez Spielberg optou por dar mais importância aos actores e à relação entre personagens...
Viva,
Fiquei com a sensação que Spielberg tentou fazer o paralelismo nas ruas de Nova Iorque entre o ataque terrorista e a invasão extraterrestre. Mas não faço disso um cavalo de batalha...
O filme podia ter sido bem melhor mas não disse que foi mau. A relação familiar está bem conseguida e só acho que o filme perdeu-se um pouco na parte final.
Abraço,
ehehhe, deixem-me então dizer eu: o filme é mau. é, porque insinua mas não responde. é, porque os assuntos estão desconexos. é, porque o final é paupérrimo e a adaptação da obra de Wells aos nossos dias deixa muito a desejar. é, porque a interpretação dos actores é fraquíssima, onde o Cruise é o canastrão do costume e a Dakota recolhe o pior do pai (o Willis): gritando por tudo e por nada - salva-se o grande, grande Tim Robins e os tipos que fazem de extra terrestres :). é, enfim, porque o filme é uma mera colecção de efeitos especiais, não explorando minimamente o melhor da ideia de Wells, a saber: a possibilidade de sermos invadidos por seres ET não-pacíficos, cujas motivações são idêncticas às nossas: sobrevivência, exploração e ganância.
desculpem o atrevimento. posso até estar errrado, mas é o que penso. Cumps!
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