16 janeiro 2006

Máquina Zero

Máquina Zero (Jarhead) conta-nos a história de um grupo de fuzileiros na primeira Guerra do Golfo. Vamos acompanhando o grupo através de Swoff, jovem fuzileiro que só pensa em regressar a casa.

Os fuzileiros realizaram intensos treinos no deserto contra um inimigo não visível, mas sempre presente. No calor tórrido, faziam exercícios com equipamentos de protecção de armas químicas. Tinham que estar sempre em alerta e para isso os treinos eram intensos.

O filme permite-nos ter uma ideia de como foi a Guerra do Golfo, pelo olhar de um fuzileiro. O dia-a-dia dos soldados e o que faziam para se manterem ocupados. A união do grupo. As cartas dos familiares. As namoradas/mulheres que ficaram e que irão ou não esperar que regressem ... o receio de ser trocado por outro.

Têm, por um lado, o medo de confrontar o inimigo e, por outro a vontade de participar e intervir. No final, sentem a frustração de não disparar um único tiro em combate.

O deserto. Os poços de petróleo a arder. O medo da loucura ... tudo isto nos transmite Sam Mendes, através de Jarhead (Máquina Zero).

5 comentários:

totoia disse...

Não é mais um daqueles filmes a publicitar os americanos como heróis de guerra?

Laranja com Canela disse...

Não acho que seja um filme que publicite os americanos como os maiores. O filme dá-nos a visão de alguém que passou por aquela experiência e como isso o marcou positiva e negativamente. Muitos dos fuzileiros tinham na cabeça uma ideia de guerra que se revela diferente daquela em que vão participar, pelo menos aquela unidade de fuzileiros.
O filme mostra-nos:
- a pressão psicológica nas tropas da presença do inimigo, mas um inimigo que não se vê;
- as características do cenário de guerra: calor e deserto;
- os treinos. Tinham que correr e fazer exercícos com aquele calor tórrido, algumas vezes com os fatos de protecção de armas químicas (chegam até a jogar com este equipamento vestido);
- apoio e camaradagem entre os fuzileiros. Mostra-nos os pensamentos, medos e sonhos daqueles soldados;
- o que os fuzileiros faziam para se manterem ocupados enquanto esperavam para intervir;
- e a alegria/festa quando a guerra acaba.

Lufiro disse...

Olá!

A julgar pela descrição, corro o risco de ir ver trivialidades. Estarei enganado?

saudações!

Laranja com Canela disse...

O filme é o relato na primeira pessoa de alguém que viveu, enquanto soldado, a guerra no Golfo. É uma visão subjectiva, claro. No entanto, para mim, o filme acrescenta um pouco mais ao que sei sobre a Guerra do Golfo.

Anónimo disse...

Ok, vamos então ver isso.