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26 março 2006

Casanova

Comédia e aventura pela mão do sedutor Casanova. Jacomo Casanova é um verdadeiro conquistador. O melhor amante de Veneza. Mas, as suas conquistas trazem-lhe alguns problemas.

Para fugir à pena de morte, pela sua conduta pouco própria de acordo com a doutrina católica, arranja uma noiva. Mas, ao conhecer Francesca Bruni vai-se envolver numa série de aventuras, que o levam a descobrir o verdadeiro amor.

Não é um grande filme. Vê-se sem esforço. Tem alguns momentos de humor, óptimo guarda-roupa e bons actores.

23 março 2006

A Pantera Cor-de-Rosa

Em The Pink Panther acompanhamos as aventuras do inspector Jacques Clouseau, que investiga a morte de um técnico de futebol e o roubo de um diamante. Com Steve Martin, Kevin Kline, Jean Reno, Jason Statham, Henry Czerny e Beyoncé Knowles.

O filme tem algumas cenas cómicas, mas muitos exageros, aos quais já não acho piada. Steve Martin (inspector Jacques Clouseau) defende bem o seu papel, o que à partida não seria tarefa fácil, dado que a interpretação de Peter Sellers é inesquecível.

"The Pink Panther" é daqueles filmes que podemos aguardar que chegue a versão em DVD ao videoclube, ou melhor, dvdclube! ;)

19 fevereiro 2006

Syriana ou a luta pelo petróleo ...

Corrupção, interesses económicos, opções políticas favoráveis a esses interesses, luxo, influências, fanatismo religioso e imigração, são os ingredientes deste filme que nos mostra o que há muito já sabemos: vivemos excessivamente dependentes do petróleo. Enquanto assim for, os interesses económicos sobrepõem-se à escolha das melhores opções para um povo ou país. Mais sobre o filme aqui.

01 fevereiro 2006

Munique de Spielberg

Estreia amanhã, entre nós, o último filme de Steven Spielberg.
Aguardamos com expectativa.

29 janeiro 2006

O Libertino

"O Libertino" é um filme de Laurence Dunmore. Seguimos as aventuras de John Wilmot (Johnny Depp), segundo Conde de Rochester, em Londres, no século XVII. John Wilmot é um livre pensador e um poeta dotado, mas é sobretudo conhecido pelo seu estilo de vida escandaloso. Alcoólico, frequentador de bordéis e prostitutas.

John apaixona-se por uma jovem actriz (Samantha Morton) e a sua vida degrada-se ainda mais. O rei Carlos II (John Malkovich) encomenda-lhe uma peça que marque o seu reinado, mas nem tudo vai correr bem...

O filme vale pelas excelentes interpretações de Johnny Depp, Samantha Morton e um John Malkovich disfarçado. O realizador consegue transmitir-nos uma imagem de Londres que combina com o personagem principal. Londres de bares e bordéis, ruas sujas e muitos vícios.

A música de Michael Nyman é magnífica.

22 janeiro 2006

Match Point

Match Point é o título do último filme de Woody Allen. Conta-nos a história de um jovem ex-tenista, Chris Wilton (Jonathan Rhys-Meyers), que abandonou os courts e ganha a vida dando aulas de ténis num clube. Sobe na vida ajudado por uma jovem rica, Chloe (Emily Mortimer), com a qual casa. No entanto, Chris apaixona-se por Nola (Scarlett Johansson), a namorada de Tom (Matthew Goode) (irmão de Chloe). Nola é americana e ambiciona ser actriz, mas as audições revelam-se sempre fracassos. A mãe de Tom não concorda com o namoro, o que acaba por interferir na relação.

Chris continua a subir na vida, fortemente apoiado pelo sogro. Aparenta um comportamento exemplar para a família, enquanto cede ao desejo e se envolve apaixonadamente com Nola.

A vida de Chris entra numa encruzilhada quando Nola descobre que está grávida. Chris tem sobre os ombros a decisão de, por um lado, deixar a vida de luxo a que se habitou ou, por outro, ficar com Nola.

Divido o filme em duas partes: - a primeira em que vamos conhecendo as personagens, os seus estilos de vida, o casamento de Chris com Chloe e a relação de Chris com Nola. A segunda parte é vivida a partir do momento em que Nola descobre que está grávida e pressiona Chris a ficar com ela. Se a primeira parte é vivida com alguma calma, já a segunda não o é. Sucedem-se um conjunto de acontecimentos trágicos, sentimos que o protoganista está a pisar o risco, tudo pode acontecer.

É um filme sobre ambição, sentimentos, desejos e o desespero de ter que decidir entre manter o que se tem e o imprevisível.

Há coisas que não nos cabe a nós decidir. O lado para o qual a bola vai cair é fruto da sorte.

O filme foi filmado em Londres e conta com a participação de vários actores ingleses.

Match Point é um filme a não perder!

16 janeiro 2006

Máquina Zero

Máquina Zero (Jarhead) conta-nos a história de um grupo de fuzileiros na primeira Guerra do Golfo. Vamos acompanhando o grupo através de Swoff, jovem fuzileiro que só pensa em regressar a casa.

Os fuzileiros realizaram intensos treinos no deserto contra um inimigo não visível, mas sempre presente. No calor tórrido, faziam exercícios com equipamentos de protecção de armas químicas. Tinham que estar sempre em alerta e para isso os treinos eram intensos.

O filme permite-nos ter uma ideia de como foi a Guerra do Golfo, pelo olhar de um fuzileiro. O dia-a-dia dos soldados e o que faziam para se manterem ocupados. A união do grupo. As cartas dos familiares. As namoradas/mulheres que ficaram e que irão ou não esperar que regressem ... o receio de ser trocado por outro.

Têm, por um lado, o medo de confrontar o inimigo e, por outro a vontade de participar e intervir. No final, sentem a frustração de não disparar um único tiro em combate.

O deserto. Os poços de petróleo a arder. O medo da loucura ... tudo isto nos transmite Sam Mendes, através de Jarhead (Máquina Zero).

14 dezembro 2005

Sunrise: A Song of Two Humans ...

Indre, de rosto inocente e com a doçura de um anjo louro, é a mulher de Anses. Margaret, mulher da cidade, sedutora, libertina, aproxima-se e enfeitiça Anses (a força).

A vamp, Margaret, irá tentar "destruir a respiração desses dois seres". Num "pacto faustico" com Anses irá premeditar a morte de Indre. Anses preso pela tentação começa a arruinar-se. Mas como que embruxado por Margaret, tenta cumprir o pacto.

Quebrado o feitiço, de Anses, surge o remorso e a tentativa de reparação da culpa através da reconciliação com Indre. Mergulham na cidade. A cidade como lugar de tentação, de desenvolvimento, mas também como lugar de festa e diversão.

De regresso, dá-se a prova final. A descida ao Hades, o resgate e o triunfo do bem sobre o mal.

«Sunrise: A Song of Two Humans», de F.W. Murnau, transporta-nos para um universo de polaridades: claro/escuro, bem/mal, anjo/demónio, puro/impuro, sagrado/profano, alegria/tristeza, amor/ódio, campo/cidade, etc.

Murnau jogou com os planos, com sobreposições e simbolizações. O resultado final é uma verdadeira obra prima do cinema. Ainda em exibição no Nimas.

27 novembro 2005

Guerra dos Mundos ...

A Guerra dos Mundos é um filme de Steven Spielberg, baseado na obra de H.G. Wells, com o mesmo nome, de 1898. War of the Worlds possui uma outra versão cinematográfica, realizada em 1953, por Byron Haskin.

A par de uma ameaça extraterrestre, que pretende destruir a espécie humana e o planeta tal qual o conhecemos, desenrola-se a história de uma família. Ray Ferrier (Tom Cruise), divorciado e pai de dois filhos, Robbie (Justin Chatwin) e Rachel (Dakota Fanning). As relações entre eles não são as melhores. Ray é nitidamente um pai ausente, que sabe muito pouco dos seus filhos.

A acção começa quando a mãe, Mary Ann (Miranda Otto) e o seu actual marido, deixam os filhos com Ray e dirigem-se para Boston, onde vão passar o fim-de-semana. Entretanto, a cidade é abalada por sinais de uma forte tempestade e começa uma sucessão de assustadores relâmpagos. A calma aparente da cidade é interrompida por máquinas, que irropem do solo, e que começam a matar os humanos e restantes seres vivos, ou a reduzi-los a pó com um raio fulminante (deixando as roupas intactas) ou num processo mais elaborado, capturando-os e tirando-lhes o sangue.

A principal questão do filme centra-se no sentimento de impotência por parte dos humanos em alterar o rumo das coisas, nomeadamente face a uma ameaça externa. O comportamento dos extraterrestre é análogo ao comportamento dos humanos para com as outras espécies e muitas vezes com a sua própria espécie. Muitos são os livros e filmes que nos colocam perante a possibilidade de uma ameaça extraterrestre. Enquanto espécie não nos imaginamos submissos a outra espécie. Parece que temos receio que nos façam aquilo que fazemos aos "outros"!?

Outro aspecto interessante, presente no filme, é o da natureza humana. Em situações de crise e de sobrevivência somos capazes do melhor e do pior. Ray acaba por descobrir os seus filhos. Aquilo que eles fazem, do que gostam e que problemas têm. Os filhos começam a admirar o pai, deixando de ser alguém com quem passavam uns dias de tempos a tempos, para sentirmos que a partir desta provação, passa a ser uma referência. O pior, revela-se quando menos esperamos, numa situação de crise todos somos potenciais assassinos. Para proteger a nossa vida e dos outros de quem gostamos, também somos capazes de acções moralmente reprováveis. Em desespero de causa, quando, por exemplo, no filme, a multidão luta e mata pela posse do único carro em funcionamento. Ou em situações racionalizadas até ao limite, onde matar o outro é o "único" caminho possível para assegurar a sobrevivência, neste caso de Ray e da filha.

O filme chama ainda a nossa atenção para a dependência que a espécie humana tem em relação à tecnologia: energia eléctrica, telemóveis, carros, etc. ... Estamos tão dependentes de determinados objectos que já é difícil pensar a nossa vida sem eles. Já pensaram o que seria se, por exemplo, durante um mês seguido não houvesse telemóveis (e acesso à Internet ;) )!?

10 novembro 2005

Colisão ...


Crash (Colisão) é um filme de Paul Haggis. Este filme reforça a ideia que qualquer pessoa é capaz do melhor e do pior. Todos temos preconceitos, independentemente de pensarmos que não.

Não considero o filme apenas um retrato da sociedade americana, penso que é o retrato de um pouco de todos nós e do mundo em que vivemos.


ADENDA [ Professor Pardal ]: Essa do retrato fiel é um pouco forte demais! Por razões comunicacionais e artísticas, acho que os preconceitos e estereótipos foram todos "amplificados" de maneira a que o filme funcionasse (melhor). De qualquer maneira, é um filme de cinco estrelas.

Já agora, uma provocação: Será possível viver sem preconceitos e estereótipos? ;)

03 novembro 2005

A Marcha dos Pinguins

Ontem vi, na televisão, a apresentação do filme A Marcha dos Pinguins e fiquei com imensa curiosidade em ir ver este filme.

Realizado por Luc Jacquet, o filme é um documentário sobre a viagem que os pinguins-imperador realizam para acasalar.

Foi filmado em condições climatéricas adversas, mas o resultado final, pelas imagens que vi, pareceu-me belíssimo. Sensível. Com uma fotografia excepcional.

"A Marcha dos Pinguins" é um documentário filmado/contado em história de amor. A música é inspiradora.

15 outubro 2005

A Dama de Honor ...


"A Dama de Honor" é um filme do cineasta Claude Chabrol, a partir de um romance de Ruth Rendell. O filme conta-nos a história de Philippe, que vive com a mãe e com as irmãs (Sophie e Patrícia). Philippe dá-nos a sensação que sabe o que quer, bastante racional e responsável. É o homem da família, a quem a mãe muitas vezes pede ajuda, para que fale com a irmã mais nova (Patrícia), especialmente quando esta chega tarde a casa e dá sinais de que alguma coisa não está bem. É a ele que a irmã mais nova recorre quando quer dinheiro.

Sophie casa-se com Jacky. No dia do casamento, Philippe conhece Senta, que é uma das Damas de Honor e prima do noivo.

Philippe apaixona-se por Senta. Encontram-se. Amam-se. Mas, Senta começa a mostrar sinais de algum desequilíbrio, obsessão, que a Philippe parecem fruto de uma imaginação excessiva. Philippe deixa-se agarrar pela teia que Senta vai urdindo.

Senta é uma mulher sensual, misteriosa e inquietante. Com um passado, que nunca chegamos a saber se é verdadeiro ou não, que envolve Marrocos, haxixe, teatro, posar para fotos e bares de strip-tease. Uma personagem, da qual tudo se espera. Que nos deixa na expectativa. A mulher pecado. A casa onde vive, com evidentes sinais de degradação, sublinha o suspense. Senta, num enorme casarão que divide com a madrasta (que passa praticamente todo o filme a ensaiar para ir a concursos de tango), escolhe a cave.

A mensagem do filme, para mim, é que as pessoas por mais normais que aparentem ser, escondem sempre uma outra faceta. Philippe, no meio da racionalidade que aparenta, revela uma obsessão por uma estátua que guarda de um rosto feminino, que chega a beijar. O rosto da estátua assemelha-se ao de Senta. O que é ser normal? O que define a fronteira entre o que consideramos normal e o que foge da normalidadde?

A faceta pública das pessoas não é, nem pode ser a mesma em privado. O problema, é a fissura que se abre entre os papéis representados em público e em privado. Todas as famílias têm os seus segredos, os seus medos, as suas inquietações e a sua maneira de encarar os problemas.

Houve momentos, em que a personagem de Philippe me deixou inquieta, especialmente a sua passividade perante a loucura verbalizada por Senta.

O filme conduz-nos na expectativa de um outro final. Gostei das interpretações de Benoît Magimel (Philippe), que me lembro de A Pianista (porque será? ;)), e de Laura Smet (Senta).

23 agosto 2005

A Ilha


A Ilha, filme de Michel Bay, com interpretação de Ewan McGregor (sempre bem) e Scarlett Johansson (linda e boa!). Este dois jovens são produtos de uma corporação que para ganhar dinheiro dedica-se a produzir órgãos humanos. Ou seja, através da "fabricação" de clones de pessoas que investem muito dinheiro para assim garantir a sobrevivência. O clone poderá, inclusive, funcionar como um seguro.

Um dia, Lincoln Six Echo (Ewan McGregor), começa a ter dúvidas sobre o que o rodeia. Porque raio têm todos que se vestir de branco? Para onde vai o produto do trabalho que realizam? Como é que continuam, de vez em quando, a aparecer pessoas vindas de fora da comunidade? As dúvidas aumentam quando numa saída a um sector proibido encontra um besouro. Tudo se complica quando descobre que o local para onde todos sonham ir, A Ilha, local que escapou à omnipresente "contaminação", não é o que esperavam que fosse!

É um filme cheio de acção, às vezes exagerada, e com demasiados lugares comuns. Muita acção e pouca filosofia. Apresenta a técnica da clonagem como um bicho papão, apenas ao serviço do lucro. Mas porque motivo nunca se fala de todas as outras situações em que a clonagem poderá servir como ferramenta para resolver casos (humanos) que actualmente não têm esperança? E já agora, para além da perspectiva do clone, que tal também ilustrar a perspectiva do sujeito clonado?!

De qualquer maneira, penso que valerá a pena ver este filme de ficção científica. Serve de aperitivo para o muito aguardado "The Hitchhiker's Guide to the Galaxy" ...

12 agosto 2005

Os Coristas

Uma das muitas vantagens de se estar de férias, é poder ver os filmes que não tivemos oportunidade de ver no cinema. Um desses filmes é Os Coristas (Les Choristes) de Christophe Barratier.

«Clément Mathieu (Gérard Jugnot), um professor de música desempregado, aceita trabalho como supervisor num colégio interno para reeducação de menores. Apesar da sua boa vontade, o sistema repressivo aplicado por Rachin (François Berléand), o actual director, impossibilita Mathieu de exercer a sua autoridade sobre os alunos mais problemáticos. A sua missão de ensinar parece condenada ao fracasso, mas ao familiarizar as crianças com a magia do canto, Mathieu vai transformar para sempre as suas vidas.»

É um filme cheio de sentimentos que reforça a importância do papel dos professores. A música é excelente. "A não perder, disponível em qualquer clube de vídeo perto de si!"

10 agosto 2005

Saraband

Saraband é um filme de Ingmar Bergman, simplesmente genial.

«Trinta anos passaram desde que Marianne e Johan se separaram. Mas quando Marianne sente que ele precisa dela, decide visitá-lo na velha casa de campo onde vive. Apesar de todos estes anos sem se verem, entre os dois a cumplicidade não esmoreceu. Marianne conhece o filho de Johan, Henrik, e a filha deste, Karin. E muito rapidamente compreende que Henrik tem um amor possessivo pela filha e que Johan só sente ódio e desprezo pelo filho. Poderá a presença de Marianne trazer um pouco de serenidade a esta família atormentada?»

Para alguns pode parecer um pouco parado, mas vale a pena. Estejam atentos à música.

09 agosto 2005

Vera Drake


Adorei ocupar esta tarde, das minhas férias, com o filme Vera Drake do realizador inglês Mike Leigh.

A história passa-se nos anos 50, em Inglaterra, onde o aborto era proibido e punido com pena de prisão. Vera Drake, é uma mulher simples, esposa e mãe de família, que ganha a vida fazendo limpezas em casa de senhoras. Para além disso, ajuda as jovens a resolver os seus problemas. Não cobra nada por essa ajuda. Fá-lo porque acredita que aquelas jovens necessitam de ajuda e que ela as pode ajudar.
Esse é o seu segredo. Mas quando um dia, durante a festa de noivado da filha, a polícia bate à porta, o seu mundo desmorona-se.

Filme intenso e que não nos deixa indiferentes perante este tema, até porque nos dá, através das personagens, mais do que uma visão do tema.
E nós? Quanto mais tempo necessitam os nossos governantes para perceber que o problema não se resolve proibindo e condenando? Mais 50 anos? Baaahhh!!!