14 dezembro 2005

Sunrise: A Song of Two Humans ...

Indre, de rosto inocente e com a doçura de um anjo louro, é a mulher de Anses. Margaret, mulher da cidade, sedutora, libertina, aproxima-se e enfeitiça Anses (a força).

A vamp, Margaret, irá tentar "destruir a respiração desses dois seres". Num "pacto faustico" com Anses irá premeditar a morte de Indre. Anses preso pela tentação começa a arruinar-se. Mas como que embruxado por Margaret, tenta cumprir o pacto.

Quebrado o feitiço, de Anses, surge o remorso e a tentativa de reparação da culpa através da reconciliação com Indre. Mergulham na cidade. A cidade como lugar de tentação, de desenvolvimento, mas também como lugar de festa e diversão.

De regresso, dá-se a prova final. A descida ao Hades, o resgate e o triunfo do bem sobre o mal.

«Sunrise: A Song of Two Humans», de F.W. Murnau, transporta-nos para um universo de polaridades: claro/escuro, bem/mal, anjo/demónio, puro/impuro, sagrado/profano, alegria/tristeza, amor/ódio, campo/cidade, etc.

Murnau jogou com os planos, com sobreposições e simbolizações. O resultado final é uma verdadeira obra prima do cinema. Ainda em exibição no Nimas.

2 comentários:

mm disse...

Ainda bem que não o perderam. Fiquei, de facto, impressionadíssima com o filme.

Pedro disse...

Isto é, como diria um conhecido meu, ApocaLypse MurNau!.

Cumprimentos